domingo, 29 de setembro de 2013

Então vamos começar essa bagaça! A pré viagem...

  Depois de tanto prometer, aqui estou eu escrevendo no blog. E como eu (ainda) me atenho muito aos meus planos e pensava desde o começo em escrever como foi o antes, aqui vai...

  Primeiro o que vem? O plano... O plano inicial era estudar o primeiro mês em alguma escola, para que eu me acostumasse com o país, conhecesse pessoas e tivesse um lugar pra começar a desembuchar esse tal do inglês. Depois ficaria viajando pela NZ, um pouco em cada cidade principal, talvez trabalhando um pouco, mas de início era de uma forma mais voluntária, trabalhando umas horas do dia e passeando nas outras, como vi nesse site aqui http://www.workaway.info/

  Pra isso fui juntando dinheiro feito uma louca na época que estava com os dois trabalhos. Mas passou e agora já estou aqui, o dinheiro continua investido. Mas, pensa só, não dá uma agonia sair gastando loucamente todo o dinheiro que você demorou pra juntar? Pois é! Então tô pensando em pegar um trabalho remunerado por aqui, até consegui o WHV, que é o visto de trabalho temporário que falo mais depois. Ainda tá muito aberto o tempo que vou ficar depois da escola, mas eu espero que as coisas vão se ajeitando pouco a pouco, o que parece que já está acontecendo.

  Então vem a pergunta, em qual cidade? Quis pegar uma cidade que não fosse Auckland, que é a maior daqui, porque, como todas dizem, toda cidade grande é bem parecida. Então acabei optando por Queenstown, a cidade dos esportes radicais, exatamente por isso, para o pavor de maminha hehe.. E foi uma escolha bem acertada, todos falam que aqui tem muita coisa pra ver e conhecer, muitas atividades ao redor. Mas é uma cidade bem pequena, tem cerca de 16 mil pessoas (sendo que 3 mil parece que são de brasileiros), mas dizem que na alta temporada duplica o número de pessoas.

  Pra começar a ver o restante, tinha que saber quando chegaria e pra isso procurar passagem. Eu que sou a louca que tá sempre olhando passagem pra n lugares, fiquei acompanhando os preços durante muito tempo. A companhia mais barata pelo submarino viagens era quase sempre a Qantas. Até que a Aerolineas (sua linda!) começou a operar em Brasília e daí o preço foi melhor por ela, paguei 2.800 reais em junho pra ir de Brasília até Auckland e minha volta de Sydney até Brasília. O problema é que não tinha como já colocar Queenstown como destino final (se pudesse, ficaria muito mais fácil, já que pegaria um vôo direto de Sydney), então o negócio foi "dormir" em Auckland no IBIS e pagar um outro bilhete no outro dia pra Queenstown pela Jetstar, que é uma cia mais barata, tipo a Raynair da Europa. No fim das contas foi bom ter o vôo só no outro dia, porque meu vôo atrasou e se fosse no mesmo dia, ia perder e daí baubau né. Falo mais sobre o vôo no próximo post.

  Depois fui procurar a escola, quis pegar uma reconhecida pelo governo. Sim, por isso não é das mais baratas, na verdade em Auckland conseguiria alguma reconhecida mais barata, mas eu quis porque quis vir pra essa cidade né. Mandei e-mail pras duas que tinham o serviço na cidade e a que eu achei que teve uma melhor resposta foi a ABC College (os preços eram parecidos tb). Tô gostando bastante, sou a única brasileira. No momento, acho que só tem asiáticos e o pessoal é muito bacana. Tenho aula de manhã de 9-12h mais voltada pra gramática e depois de 13-15h mais voltada para conversação.

 Em seguida, fui atrás de hospedagem, procurei um milhão de opções, pensei em casa de família, vi no www.airbnb.com, fui atrás de flat e acabei optando pelo quarto com 4 camas no Absoloot Value Accomodation, um hostel que fica BEM no centro da cidade e que é bem ajeitadinho. Por enquanto tá sendo uma experiência legal, a cada 2 dias vem gente nova no quarto e o pessoal até agora foi bem bacana. Tem cozinha, lavanderia (que precisa pagar, mas é só apertar um botão haha), além de luz individual na cama e frigobar no quarto. Tô pensando em me mudar daqui, mas paguei mais essa semana hoje, vou ver como as coisas fluem, mas o plano atual seria continuar e depois ir pro sul pra depois voltar pra cá pra procurar trabalho e um lugar pra morar.

  E depois os aspectos mais práticos.

  • Passaporte pra vencer antes de voltar? Vamos renovar então.
  • Precisa de visto pra entrar na Austrália? Tirar o visto de trânsito, que vale por 3 dias e depois eu vi que nem precisava, já que passei direto pelos transfers internacionais. Mas aconselho a ter, já que é de graça, porque se tiver algum problema e ter que descer, tá com o visto. Se não tiver, parece que tem que pagar lá na hora.
  • Pensa em trabalhar? Tentei o visto de trabalho temporário e consegui =D Abre uma vez por ano só e pra 300 brasileiros, fiquei dando F5 na página até conseguir, até perdi a aula de ioga amada e que sinto tanta falta. Esse visto dá direito a ficar 1 ano aqui e trabalhar até 3 meses pra um empregador. Dizem que é mais fácil de conseguir emprego, que se o empregador gostar, ele vira seu sponsor e muda o seu visto de trabalho, podendo contratar por mais tempo.
  • Como levar o dinheiro? Rodei rodei rodei e acabei trazendo o Visa Travel Money. Pelo que vi, uma coisa bem útil seria o cartão de débito do Banco do Brasil, mas meu cartão não ficou pronto a tempo, porque fiquei pensando em transferir pra conta daqui que abri no Bank of New Zealand (por favor, falem isso como Thuany Aguiar kkkkk). Mas ele tá sendo bem bom, passa em qualquer lugar e se você quiser passar 1 centavo, ninguém se importa haha.. No começo tava tendo problema porque achava que era no débito que passava, mas me explicaram que é no crédito e tá indo tudo bem. E outra coisa é que deixa sacar mais de 500U$ sim, saquei mais e paguei só uma taxa de saque, o que me deixou bem feliz kkkkkk... Daí eu saquei e coloquei na poupança que abri aqui (geeente, é 2,6% o rendimento mensal =D ).
  • E o que levar? Acho que esse é o mais difícil. Trouxe mais coisas do que precisava, eu acho. E por enquanto tem muita coisa que não usei, até porque tá beeeeem frio e o que é mais de verão tá pesando na mala, mas vamos ver né. Além disso fui atrás de um adaptador de tomada, que tá me ajudando, mas é um saco porque não fica direitinho no soquete, tenho que ficar vendo uma forma de funcionar, pelo menos tem uma luzinha que indica.
  Esse ficou muito escrito, mas prometo que os próximos vão vir com fotos. Foi bom que fui juntando minhas primeiras impressões sobre as coisas que vi antes. Vou ver se hoje ainda escrevo da viagem e começo a escrever de Queenstown, falo do ski, do Queenstown Garden e das voltas que dei por aqui, além do fato de estar virando gente grande e tendo que mexer com comida, supermercado e lavagem.

  Então vou jantar, antes que feche a cozinha, e tento escrever mais.

  Beeeeijos e muita saudade de vocês!!